Aprendizagem para a vida: novas habilidades para novas profissões

Prever o futuro é um desafio, especialmente, quando há inúmeras evidências de que não entendemos o mundo em que vivemos.

“Essa é uma tradução interpretativa do artigo: Learning for Life: New skills for new Jobs, publicada pela Getting Smart
Escrito por: Tom Vander Ark,  Co-fundador da Getting Smart.

Em Moscou, Pavel Luksha investiga o futuro e tenta entender como o mundo mudará nos próximos 20 anos, como isso afetará nossas vidas e trabalho, prever quais habilidades e conhecimentos serão necessários e explicar como podemos adquirir essas habilidades.

Utilizando o benefício de uma rede mundial de consultores educacionais, o Global Education Futures (GEF) fundado por Luksha, desenvolveu uma visão pensativa e otimista sobre o futuro; uma um pouco diferente em relação a visão dos Estados Unidos.

Durante sua teleconferência de verão, Pavel discutiu quatro tendências que remodelam o conjunto de oportunidades globais.

Aprendizagem para a vida: novas habilidades para novas profissões

A equipe do GEF analisa tudo que existe sobre os possíveis futuros, admira as mudanças que ocorreram em relação ao passado para o surgimento do novo. Eles entendem sobre os elementos de transformação (abaixo à esquerda), mas se posicionam para uma visão mais desenvolvida do futuro (abaixo à direita).

Aprendizagem para a vida: novas habilidades para novas profissões

Com base em suas análises sobre as tendências e conversas globais, o GEF descreve os tipos de habilidades necessárias para uma melhor empregabilidade e construção de carreiras de sucesso no futuro, assim como para a cidadania e qualidade de vida pessoal.

Aprendizagem para a vida: novas habilidades para novas profissões

O GEF acusa o modelo educacional atual de ser obsoleto:

Ele prepara as pessoas para habilidades do passado, não para habilidades do futuro!

  • Não podemos ensinar as pessoas a serem criativas por meio de tarefas padrões; 
  • Não podemos ensinar as pessoas a serem colaborativas, colocando-as em competição umas com as outras;
  • Não podemos ensinar as pessoas a serem aprendizes ao longo da vida se as impedimos de ter coragem para aprender e se auto-conhecerem, se as culparmos por seus erros;
  • Não podemos ensinar as pessoas a serem empáticas / emocionalmente inteligentes, desconsiderando a emoção e focando apenas nas habilidades cognitivas;
  • Não podemos ensinar as pessoas a utilizarem a TI de maneira correta, se retirarmos das escolas
  • Não podemos ensinar as pessoas a serem conscientes se não somos conscientes.

Transição para a aprendizagem ao longo da vida

Devido a velocidade de mudança, não há como se preparar totalmente para ela no Ensino Médio e Superior. “Educação não é sobre adquirir uma habilidade profissional, é sobre viver a sua vida.”

Aprendizagem para a vida: novas habilidades para novas profissões

O GEF defende uma jornada de aprendizado para toda a vida, “Você precisa aprender como aprender.” Eles imaginam um sistema de educação ao longo da vida centrado no aprendiz: localmente situado, globalmente orientado, aprendizagem intensamente pessoal dentro de uma comunidade de prática (abaixo).

Aprendizagem para a vida: novas habilidades para novas profissões

A chave para a educação ao longo da vida são as plataformas internacionais de aprendizagem on-line (atualmente incluindo Coursera, edX, Lynda / LinkedIn, Khan Academy) e, cada vez mais a implantação da inteligência artificial, da realidade virtual e da gamificação, todas otimizadas para dispositivos móveis.

Cidades Inteligentes

O GEF imagina a aprendizagem ao longo da vida acontecendo em todas as cidades, não apenas em escolas e universidades com comunidades de interesse, mas criando locais de aprendizado em torno de interesses comuns. A realidade aumentada irá converter qualquer espaço em um local de aprendizado, os navegadores da cidade irão conectar as pessoas com oportunidades de educação com base nos locais.

Eles propõem cinco princípios de modelos para ambientes de aprendizagem:

  • Transição dos processos de aprendizagem competitiva para colaborativa;
  • Foco no autodesenvolvimento e auto-orientação, processos de aprendizagem de modelo colaborativo e conteúdo a ser explorado;
  • Trajetória de aprendizagem personalizada que combina ambientes virtuais, aprendizagem baseada nas práticas da vida real e aprendizagem baseada em pares (presencial e online) com mentores e comunidade;
  • Aprendizagem construída em torno de problemas e desafios da vida real, ao invés de matérias;
  • Ambiente para exercícios físicos e interação (emocional / artística).

Esses princípios sugerem uma abordagem holística de ensino, incluindo uma pedagogia colaborativa e conectada, em um ambiente baseado em projetos mistos, com especialização em mentoria, gamificação e empreendedorismo.

Daqui pra lá

Como fazemos a transição dos sistemas de educação industrial para ecossistemas de aprendizagem dinâmicos? 

O GEF enxerga os sistemas de certificação interdependente (por exemplo, diploma, certificação) como um grande impedimento. Mas este não é um desafio único, a energia, o transporte e a saúde, também farão uma transição para um sistema em rede mais personalizado e dinâmico.

Apenas o cultivo da capacidade de aprendizagem auto-guiada, contribuirá para a resiliência social a longo prazo da nossa civilização. A prioridade é aumentar esse substancialmente, esse compartilhamento em mais de uma geração. Esse parece ser o desafio principal da transformação.

O GEF vê a “massificação da aprendizagem auto-guiada” como um dos principais desafios do nosso tempo.

A equipe recomenda a aproximação e conexão com os construtores de pontes*: pessoas que têm uma visão do futuro e agem de acordo. Temos que assumir funções que não são assumidas pelo sistema existente (escolas de verão, aceleradores de startups) e..

“Não espere que governos ou empresas te digam o que fazer. Na maioria das vezes, eles ficam presos ao passado e não constroem o futuro. Seja proativo na construção da sua própria parte da ponte. ”

*Construtores de pontes (Bridge-Builders): pessoas que criam relacionamentos que vão além das linhas de conflito (fronteiras, culturas, religiões, etc). Eles ajudam a estabelecer relacionamentos, melhorar a comunicação e construir confiança entre pessoas e grupos em conflito.

Na nova economia de rede, os ecossistemas são construídos em torno de plataformas que servem como pontos de entrada e integram experiências. Na educação, de acordo com o GEF, os integradores “devem se tornar provedores de longo prazo nas trajetórias da aprendizagem personalizada” Gerenciar essa relação de aprendizagem ao longo da vida incluirá especializações, avanços na carreira, desenvolvimento pessoal e jogos (pense em Udemy, Linkedin, Happify e Xbox).

GEF oferece um conselho final:

“Pratique o futuro agora. Seja um jogador, não um espectador. Contribua para a mudança e transformação.”

Fonte:
Getting Smart: Learning for life: New skills for new jobs
Escrito por: Tom Vander Ark, Co-fundador da Getting Smart.

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