82,3% das transportadoras brasileiras apontam o diesel como a principal dificuldade do negócio. Apenas 39% monitoram o consumo de forma sistemática.
Essa distância entre a dor declarada e a gestão praticada é o dado mais revelador do transporte de carga hoje. O maior item de custo variável da operação é, ao mesmo tempo, o menos medido — e o que mais responde a comportamento.
Diesel não é só preço. É condução.
Sobre o preço do combustível, a transportadora não tem controle. Sobre o consumo, tem — e mais do que costuma supor.
Aceleração brusca, frenagem tardia, faixa de rotação errada, marcha inadequada, motor em marcha lenta durante a espera: cada um desses comportamentos aparece na bomba. E aparece também em outros dois lugares que raramente são cruzados com o consumo:
- Sinistralidade — em 2025, 30,7% dos sinistros em rodovias federais foram causados por ausência ou reação tardia do condutor, gerando R$ 16,8 bilhões em custos
- Permanência — a rotatividade anual do motorista chega a 44,5%, e cada saída reinicia recrutamento, exame, integração e curva de aprendizagem
Consumo de combustível, sinistralidade e turnover são a mesma variável medida de três formas diferentes: o comportamento do motorista ao volante.
Quem trata os três como problemas separados, em áreas separadas, resolve os três pela metade.
Sem medição, não existe gestão — nem argumento
Os 61% que não monitoram o consumo sistematicamente não estão apenas perdendo eficiência. Estão sem base para qualquer decisão: não sabem qual motorista consome mais, em qual rota, com qual perfil de carga, nem se uma iniciativa de capacitação teve efeito.
É o que separa “reclamar do diesel” de “gerenciar o diesel”. E é o que impede a operação de levar a discussão para a diretoria com número em vez de percepção.
O caminho prático é curto:
- Meça o consumo por motorista, por rota e por perfil de carga — não só a média da frota
- Cruze com sinistralidade e com tempo de casa — as três curvas tendem a se explicar
- Capacite sobre o comportamento específico que o dado apontou — não sobre “direção econômica” em geral
- Meça de novo — o efeito da capacitação em litros por quilômetro é auditável
O tempo para capacitar já está pago
A objeção clássica: motorista na estrada não tem janela para treinamento. Os dados mostram outra realidade.
O Perfil dos Caminhoneiros 2025 (CNT/SEST SENAT) aponta que 41% da jornada do motorista brasileiro é tempo de espera por carga ou descarga. O IPTC (Índice de Eficiência no Recebimento 2025) registrou 5h09 de tempo médio de descarga em São Paulo, recorde de dez anos, com 11h40 em centros de distribuição.
Projeção conservadora da Scaffold Education, a partir desses dois estudos: cerca de 300 horas por ano parado, esperando. (Projeção Scaffold com base em CNT/SEST SENAT 2025 e IPTC 2025 — não é dado publicado por terceiros.)
Boa parte da jornada de um motorista não é passada dirigindo. É passada esperando — e esse tempo já está remunerado. A única pergunta em aberto é o que ele está gerando.
Hoje, na ausência de um direcionamento claro, ele é preenchido por conteúdo sem curadoria, entregue pelo algoritmo das redes sociais. Uma oportunidade de desenvolvimento que se perde, dia após dia, em cada pátio e em cada doca do país.
O retorno aparece no resultado, não no clima
Quando a operação investe em capacitação, engajamento e reconhecimento, o efeito não fica no clima organizacional. A meta-análise da Gallup com 183.806 unidades de negócio, em 53 setores e 90 países, comparando o quartil mais engajado ao menos engajado, encontrou +23% de lucratividade — com o mesmo quadro e a mesma frota —, além de 70% menos incidentes de segurança, 21% menos turnover e 78% menos absenteísmo.
Mesma frota. Mesmo quadro. Resultado diferente.
Quem é a Scaffold Education
A Scaffold Education é uma edtech brasileira fundada em 2016 que estrutura e escala a aprendizagem corporativa, integrando plataforma própria, consultoria, produção de conteúdo e especialistas. Mais de 5.000 empresas atendidas e mais de 500 mil pessoas treinadas, com clientes como Volvo, Abbott, Cyrela e Ambipar.
Na logística, a capacitação precisa chegar onde o motorista está: no pátio, na doca, na estrada, mesmo sem sinal de internet. É o que o ecossistema Scaffold entrega — plataforma, aplicativo com versão offline, gamificação e agente de inteligência artificial —, com acompanhamento em escala: quem acessou, o que concluiu, provas e certificados.
Na GAT Logística, o programa Carreteiros de Elite, estruturado com foco em segurança e aplicação prática, resultou em mais de 100 colaboradores promovidos em 12 meses e redução de acidentes de trânsito na frota.
A trilha Gestão de Excelência Logística reúne 22 horas de conteúdo cobrindo a operação de ponta a ponta, direcionável por público (motoristas e gestores) e personalizável às exigências de cada embarcador.
Clique aqui e saiba mais sobre a trilha Gestão de Excelência Logística
Fontes: CNT/SEST SENAT, Perfil dos Caminhoneiros 2025 · IPTC, Índice de Eficiência no Recebimento 2025 · Gallup, meta-análise Q12 (183.806 unidades de negócio, 53 setores, 90 países) · projeção de horas paradas: Scaffold Education, com base em CNT/SEST SENAT 2025 e IPTC 2025 · diesel como principal dificuldade, monitoramento de consumo, sinistros com origem no condutor (2025) e rotatividade do motorista: dados setoriais compilados no e-book Apagão de Mão de Obra na Logística (Scaffold Education, 2026).




